SDD e TDD: a Mentalidade

A partitura que coordena humanos e
agentes de IA na execução de um projeto de software.

Canal Sandeco

Oitenta músicos, uma partitura

Beethoven em uníssono. Ninguém improvisa.

A orquestra executa a partitura

Regente coordena. Partitura comanda. Músicos executam.

A partitura já disse tudo

Nota

Compasso

Dinâmica

Andamento

Trinta agentes, uma spec

A mesma lógica, agora com inteligência artificial.

A spec dispara, todos executam

Uma fonte da verdade. Trinta agentes em sintonia.

A spec precisa ser

Escrita

Precisa

Modular

Executável

A abordagem se chama

Spec-Driven Development

SDD

O que é Spec-Driven Development?

A inversão central: o código vira consequência da spec.

Definição

A spec deixa de ser documentação. Vira o centro do projeto, e código, testes e arquitetura passam a derivar dela.

Antes, Code-Driven

  • Código é o artefato central
  • Spec descreve o que já existe
  • Documentação envelhece sozinha
  • IA gera código sem contrato claro

Agora, Spec-Driven

  • A spec é o artefato central
  • Código deriva da spec
  • Spec é a fonte da verdade
  • IA executa com contrato claro

Ponto de partida

Começa pelo comportamento esperado, não pelo código.

Interface operacional

Lida por humanos e por agentes de IA, lado a lado.

Restrição ativa

Se a spec erra, o erro aparece em código e testes.

A spec no centro do projeto

Arquitetura, testes, código, prompts e validação derivam dela.

Cinco artefatos, uma origem comum

O código deixa de ser o artefato central e vira consequência.

Tudo deriva da spec

Arquitetura

Testes

Validação

Prompts

Código

O que entra em uma spec moderna?

Oito blocos que substituem dezenas de documentos soltos.

01

Bloco

01

Requisitos funcionais

O que o sistema deve fazer, em comportamento observável.

02

Bloco

02

Critérios de aceitação

Como saber, sem dúvida, que um requisito foi cumprido.

03

Bloco

03

Contratos de API

Entradas, saídas, formatos e códigos de erro.

04

Bloco

04

Regras de negócio

Restrições de domínio que o código não pode violar.

05

Bloco

05

Estrutura de dados

Como as informações são modeladas e persistidas.

06

Bloco

06

Fluxos de UI

Sequência de telas, estados e transições.

07

Bloco

07

Estratégias de teste

O que testar, em que nível, com qual cobertura.

08

Bloco

08

Contexto para agentes

Instruções específicas para a IA entender o projeto.

SDD vs Agile: coordenação na era da IA

De conversa implícita para contexto explícito, dimensão por dimensão.

AGILE

conversa, ritual, humano

VS

SDD

spec, contexto, humano + IA

Conversa entre humanos

Fonte da verdade

Spec versionada

Mínima, oral

Documentação

Viva, executável

Reuniões, rituais

Coordenação

Arquivos semânticos

Resolvida no diálogo

Ambiguidade

Reduzida na escrita

Humano

Implementador

Humano e IA juntos

Contínua no código

Refatoração

Contínua na spec

Dois meses de imersão

Onboarding

Leitura da spec

Spec-Driven Development é o próximo degrau

Cada degrau afastou o programador dos detalhes mecânicos.

A escada das abstrações

Sete degraus, e SDD é o próximo passo natural.

Sete degraus, uma trajetória

01

Máquina

02

Assembly

03

Estruturadas

04

OO

05

Frameworks

06

Low-code

07

SDD

Não é um doc. São quinze.

A spec virou pasta. Cada arquivo, um órgão especializado.

A anatomia da pasta specs/

Quinze arquivos especializados. O agente carrega só o que importa.

Três arquivos nasceram com a era dos agentes

AGENTS.md

PROMPTS.md

WORKFLOW.md

Abre o arquivo. Vê o esqueleto.

Cada spec tem a mesma anatomia: títulos, blocos previsíveis, exemplos curtos.

Raio-X de seis arquivos

A estrutura interna se repete. Previsibilidade é o que faz o agente acertar.

O esqueleto se repete porque o agente precisa achar

Título e propósito

Blocos nomeados

Exemplos curtos

Links cruzados

Não lê tudo. Lê o que precisa.

Recuperação contextual estilo RAG: o agente carrega apenas as specs relevantes à tarefa.

Pipeline de recuperação contextual

Seis estágios. A tarefa percorre, a spec evolui, o ciclo recomeça.

Três implicações para quem escreve spec

Título preciso

Roteador semântico decide pelo metadado

Arquivo focado

Pequeno e específico vence o monolítico

Cross-reference

Liga as specs e o agente expande sob demanda

Agentes de implementação

Do produto à entrega. Começar pelo programador inverte a cadeia.

Sete agentes, sete artefatos, uma cadeia

A saída de um vira a entrada do próximo.

A regra da cadeia

Produto antes de código

Sem usuário e critério, decisão técnica é chute

Artefato vira insumo

PRD alimenta domínio, domínio alimenta arquitetura

Inverter quebra tudo

Começar pelo programador produz código sem contrato

Specs vão além do software.

A mesma infraestrutura operacional atravessa seis domínios distintos.

Um prisma, seis feixes

A SPEC entra como insumo. Sai como artefato em cada domínio.

A spec deixou de ser coisa de programador

Mesma estrutura

Título, blocos nomeados, exemplos, links cruzados

Domínio agnóstico

Da pesquisa científica à operação da empresa

Agente entende todos

A IA opera onde houver spec bem escrita